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Texto  Mateus 6.25-27 – Não andeis ansiosos 

  Pense na palavra "preocupar". Ela vem literalmente do conjunto
do prefixo "pre" com o verbo "ocupar". Ou seja, é aquilo que ocupa,
que apodera-se da nossa atenção previamente. É o que nos ocupa
antes de qualquer outra coisa. O que pre-ocupa sua mente é o que
vem primeiro. O que pre-ocupa seu coração é o que tem prioridade.
Significa o que é mais importante. O que deveria ser primeiro em
nossos corações? Jesus. O que deveria ter prioridade nas nossas
mentes? Deus. Mas, o que pre-ocupa, o que tem prioridade, muitas
vezes são justamente estas coisas, o que vamos comer, o que vamos
vestir, a nossa saúde, etc. O que sufoca a semente do Evangelho não
é o diabo - são os cuidados com esta vida (Mt 13:22). Deus não nos
explica o que ele vai fazer, nem como ele vai cuidar de nós. Ele
apenas promete que vai. Sua maneira de confirmar que ele vai fazer
isso é de nos mostrar quem Ele é. Nosso Pai revela de todas as
maneiras o quanto Ele nos ama, sobretudo no sacrifício de seu filho
Jesus. Isso deve ser o suficiente. Não é o que Deus vai fazer que
precisamos saber - é quem Ele é. Quando você compreende quem Deus
é, você saberá o que Ele vai fazer para você e não terá motivo de
se preocupar. Procure Deus, procure conhecê-lo pessoalmente e você
saberá o que Ele vai fazer para você.

 Parte do nosso problema com os cuidados desta vida é que,
diferente das aves do céu, não estamos mais satisfeitos com a
semente que o Senhor coloca para nós - queremos outra marca, outro
tipo, algo novo. A mídia declara em todas as suas formas
(televisão, rádio, revistas e outdoors) e comprova com suas
campanhas insistentes que sempre tem algo "melhor". E lá vamos nós
correndo atrás. O que Jesus declara com suas palavras nesta
passagem é a inutilidade da preocupação com essas coisas. De fato,
a preocupação não só não produz nada de bom, ela nos prejudica de
diversas maneiras. Os médicos já demonstraram que a preocupação é
uma das principais causas de enfarte, úlceras, problemas gástricos
e doenças do sistema nervoso. Não somente não ganhamos nada com a
preocupação; nós perdemos. Perdemos sono, perdemos saúde e no final
das contas perdemos dias de vida que podiam ser desfrutados em paz
e contentamento, se não estivéssemos nos preocupando com coisas que
não podemos mudar. Não acrescentamos nenhuma hora a nossa vida.
Pelo contrário, perdemos horas de vida. Confie em Jesus. Ele já deu
sua vida por você, e agora Ele quer lhe dar uma vida bem melhor não
só no porvir, mas aqui e agora a partir de hoje. Confie em Jesus.

EXTRAIDO – HERMENEUTICA.COM

Texto. Jonas 1.1-6

V. 6 “ E o mestre do navio chegou-se a ele, e lhe disse: Como podes dormir? Levanta-te e invoca o teu Deus, talvez assim ele se lembre de nós para que não pereçamos.”

“ Jesus voltou aos discípulos e lhes disse: Vocês ainda dormem?” Mat. 26.45a

Jonas deveria pregar o arrependimento em Nínive e tentou fugir daquilo, dormindo. Teve de ser acordado à força e passou por momentos difíceis. Jesus precisava que os discípulos orassem com ele e por ele, pois estava se sentindo sozinho, mas, em vez de o apoiarem, dormiram.

Podemos agir como eles e dormir também, mas espiritualmente. Isso acontece quando não temos um relacionamento com Jesus Cristo, não oramos, não buscamos o Senhor, não meditamos em sua Palavra e não congregamos com a igreja que é o corpo de Cristo.

Também estamos dormindo quando não queremos perceber que há muitas coisas acontecendo em nossa vida, ao nosso redor e no mundo inteiro dando sinais do fim e da volta de Cristo. Ou seja, não estamos preocupados com o nosso próprio fim e nem com o que acontecerá com nosso próximo.

Podemos agir como Jonas, querendo fugir de Deus ou da missão que Ele nos deu. Ou então sentindo medo de Deus e pensando que a melhor coisa a fazer é fugir, dormir ou fingir que nada esta acontecendo.

O sono espiritual pode levar à morte espiritual e eterna. Portanto, é tempo de acordar para a vida com Deus diferente de Jonas e os discípulos e se colocar a disposição do Senhor que nos chamou para ser suas testemunhas e nos consagrarmos a Ele de todo nosso coração.

Como Apostolo Paulo nos exorta em Rom. 12. 1-2 “ Portanto, queridos irmãos, eu apelo pelas misericórdias de Deus que vocês ofereçam seus corpos a Deus. Que eles sejam um sacrifício vivo,santo e agradável a Deus. Esta é a verdadeira adoração que vocês devem oferecer a Deus. Não imitem a conduta e os costumes deste mundo, mas seja, cada um, uma pessoa nova e diferente, mostrando uma sadia renovação em tudo quanto faz e pensa. E, assim vocês aprenderão, de experiência própria, a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”

Deus espera que estejamos acordados espiritualmente, realizando a obra a qual ele nos convocou.

O mundo esta cada vez pior e as pessoas precisam de ajuda para conhecer a Palavra de Deus e a Jesus Cristo e também de alguém que as leve a Ele. E você por ser um instrumento para isso acontecer.

Por isso acorde, para seu próprio bem e das pessoas que precisam de Cristo Jesus.

“ Pelo que diz: Desperta, tu que dormes,e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará. Efésios 5.14.

I- Definição da Palavra
A simples fé implica uma disposição de alma para confiar noutra pessoa. Difere de credulidade, porque aquilo em que a  fé tem confiança é verdadeiro de fato, e, ainda que muitas vezes transcenda a nossa razão, não lhe é contrário. A credulidade, porém,  alimenta-se de coisas imaginárias, e é cultivada pela simples imaginação. A fé difere da crença porque é uma confiança do coração e não apenas uma aquiescência intelectual. A fé religiosa é uma confiança tão forte em determinada pessoa ou princípio estabelecido, que produz influência na atividade mental e espiritual dos homens, devendo, normalmente, dirigir a sua vida. A fé é uma atitude, e deve ser um impulso.
A fé cristã é uma completa confiança em Cristo, pela qual se realiza a união com o Seu Espírito, havendo a vontade de viver a vida que Ele aprovaria. Não é uma aceitação cega e desarrazoada, mas um sentimento baseado nos fatos da Sua vida, da Sua obra, do Seu Poder e da Sua Palavra. A revelação é necessariamente uma antecipação da fé. A fé é descrita como "uma simples mas profunda confiança Naquele que de tal modo falou e viveu na luz, que instintivamente os Seus verdadeiros adoradores obedecem à Sua vontade, estando mesmo às escuras". A mais simples definição de fé é uma confiança que nasce do coração.

II- A Fé no AT
A atitudes para com Deus que no NT a fé nos indica, é largamente designada no AT pela palavra "temor". O temor está em primeiro lugar que a fé; a reverência em primeiro lugar que a confiança. Mas é perfeitamente claro que a confiança em Deus é princípio essencial no AT, sendo isso particularmente entendido naquela parte do AT, que trata dos princípios que constituem o fundamento das coisas, isto é, nos Salmos e nos Profetas. Não es está longe da verdade, quando se sugere que o "temor do Senhor" contém, pelo menos na sua expressão, o germe da fé no NT. As palavras "confiar" e "confiança" ocorrem muitas vezes; e o mais famoso exemplo está, certamente, na crença de Abraão (Gn 15.6), que nos escritos tanto judaicos como cristãos é considerada como exemplo típico de fé na prática.

III- A Fé, nos Evangelhos
Fé é uma das palavras mais comuns e mais características do NT. A sua significação varia um pouco, mas todas as variedades se aproximam muito. No seu mais simples emprego mostra a confiança de alguém que, diretamente, ou de outra sorte, está  em contato com Jesus por meio da palavra proferida, ou da promessa feita. As palavras ou promessas de Jesus estão sempre, ou quase sempre, em determinada relação com a obra e a palavra  de Deus. Neste sentido a fé é uma confiança na obra, e na palavra de Deus ou de Cristo. É este o uso comum dos três primeiros Evangelhos (Mt 9.29; 13.58; 15.28; Mc 5.34-36; 9.23; Lc 17.5,6). Esta fé, pelo menos naquele tempo, implicava nos discípulos a confiança de que haviam de realizar a obra para a qual Cristo lhes deu poder; é a fé que opera maravilhas. Na passagem de Mc 11.22-24 a fé em Deus é a designada. Mas a fé tem, no NT, uma significação muito mais larga e mais importante, um sentido que, na realidade, não está fora dos três primeiros Evangelhos (Mt 9.2; Lc 7.50): é a fé salvadora que significa salvação. Mas esta idéia geralmente sobressai no quarto evangelho, embora seja admirável que o nome "fé" não se veja em parte alguma deste livro, sendo muito comum o verbo "crer". Neste Evangelho acha-se representada a fé, como gerada em nós pela obra de Deus (Jo 6.44), como sendo uma determinada confiança na obra e poder de Jesus Cristo, e também um instrumento que, operando em nossos corações, nos leva para a vida e para a luz (Jo 3.15-18; 4.41-53; 19.35; 20.31, etc). Em cada um dos evangelhos, Jesus proclama-Se a Si mesmo Salvador, e requer a nossa fé, como uma atitude mental que devemos possuir, como instrumento que devemos usar, e por meio do qual possamos alcançar a salvação que Ele nos oferece. A tese é mais clara em João do que nos evangelhos sinóticos, mas é bastante clara no último (Mt 18.6; Lc 8.12; 22.32).

IV- A Fé, nas Cartas de Paulo
Nós somos justificados, considerados justos, simplesmente pelos merecimentos de Jesus Cristo. As obras não tem valor, são obras de filhos rebeldes. A fé não é uma causa, mas tão somente o instrumento, a estendida mão, com a qual nos apropriamos do dom da justificação, que Jesus pelos méritos expiatórios, está habilitado a oferecer-nos. Este é o ensino da epístola aos Romanos (3 a 8), e o da epístola aos Gálatas. Nos realmente estamos sendo justificados, somos santificados ela constante operação e influência  do Santo Espírito de Deus, esse grande dom concedido à igreja e a nós pelo Pai por meio de Jesus. E ainda nesta consideração a fé tem uma função a desempenhar, a de meio pelo qual nos submetemos à operação do E. Santo (Ef 3.16-19).

V- Fé e Obras
Tem-se afirmado que há contradição entre Paulo e Tiago, com respeito ao lugar que a fé e as obras geralmente tomam, e especialmente em relação a Abraão (Rm 4.2; Tg 2.21).
Fazendo uma comparação cuidadosa entre os dois autores, acharemos depressa que Tiago, pela palavra fé, quer significar uma estéril e especulativa crença, uma simples ortodoxia, sem sinal de vida espiritual. E pelas obras quer ele dizer as que são provenientes da fé. Nós já vimos o que Paulo ensina a respeito sa fé. É ela a obra e dom de Deus na sua origem, e não meramente na cabeça; é uma profunda convicção de que são verdadeiras as promessas de Deus em Cristo, por uma inteira confiança Nele; e deste modo a fé é uma fonte natural e certa de obras, porque se trata duma fé viva, uma fé que atua pelo amor (Gl 5.6).
Paulo condena aquelas obras que, sem fé, reclamam mérito para si próprias; ao passo que Tiago recomenda aquelas obras que são a conseqüência da fé e justificação, que são, na verdade, uma prova de justificação. Tiago condena uma fé morta; Paulo louva uma fé viva. Não há pois, contradição. A fé viva, a fé que justifica e que se manifesta por meio daquelas boas obras, agradáveis a Deus, pode ser conhecida naquela frase já citada: "a fé que atua pelo amor".

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